It’s only rock ‘n roll, but I like it

 

Estava sentindo falta de rock ‘n roll. Não que tenha deixado de ouvir durante algum tempo de minha vida, mas é que eu andava meio, digamos, eletrônico. Duas baladas na noite paulistana há uns 15 dias me colocaram ainda mais no batuque repetitivo / estimulante dos “Skazysss” da vida.   

 

Na última sexta foi meu reencontro com os três acordes, com os solos e gritos roucos e, é claro, com muita cerveja. E no centro do palco: Forgotten Boys !!! Apesar de não ser uma banda nova (eles já têm três álbuns), saída de algum forno industrial pronta para atingir em cheio o gosto da opinião pública, é uma banda promissora. E promissor aqui serve mais como mantenedora de uma linha musical quase morta por essas bandas: um rock puro e simples, meio punk, meio blues, mas, sobretudo, barulhento (no bom sentido) e criativo. O guitarrista Chuck, o mais “famosinho” dos integrantes, diz que as influências deles (MC5, Stooges, Stones) são diferentes das novas bandas que estão tocando por aí. E é aí que está a peculiaridade do grupo.

 

Muitos dirão que há diversas bandas no circuito undergronud dando sopa por aí. Outros dirão que F. B. não é tudo isso. Talvez todos tenham razão. Mas o fato é que há anos não ouvia um som tão puro e agradável, tão redondo e contagiante quanto o som dos caras. Thiago Ney do caderno Ilustrada da Folha disse: "Stand by the D.A.N.C.E." é o melhor disco de rock a sair deste país neste ano -e provavelmente no outro também “. Alguém duvida?”.

 

 

O show tinha umas 50 pessoas gritando uma ou outra música mais conhecida da banda. Não importa. Rock ‘n roll é isso. Assim como o figurino dos “garotos esquecidos”, rock ´n roll é um all star velho e uma calça rasgada de brechó. Ainda bem!!!    

 

Ouça aí: www.forgottenboys.com.br

                  www.tramavirtual.com.br 

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