Quando Deus, enfim, pisará na grama?

 

Quem vencerá, o dono da verdade inconveniente ou o vilão convincente das amarras de Kioto? Os cientistas estão exagerando no odor da profética tragédia anunciada ou é excesso de perfume sobre suas teses regadas a CFC? E amanhã, vai chover ou fazer sol? Poderei ainda sair por aí abraçando árvores ou terei que regar as flores de plástico que um dia também morrerão? O Cristo Redentor se renderá ao próprio naufrágio ou fará o sufrágio das favelas-botes que boiarão aos seus pés? Será a catástrofe mundana coisa da mídia imunda ou é a confirmação do palavreado comedido dos nossos avós? E quem salvará as baleias do Oceano Índico enquanto as balelas dos green-caretas são apenas indícios oceânicos de desgraça? Será que as gerações da blogosfera terão tempo de aprender o significado da palavra estratosfera? E você aí parado lendo blogs não-renováveis, o que tem feito para renovar a quantidade de carbono do planeta? Em que planeta você vive meu camarada, com esse discurso animal de parar de comer carne para evitar que os cus das vacas embostem de vez a situação? Poderei assistir a meus programas esportivos sem ter culpa pela grama que um dia habitou a Fazendinha? Me dá uma luz, meu Deus, ou continuarei sob a ameaça terrorista da fumaça que insiste em não apagar o nosso medo de temer um futuro que não seja tão progresso quanto o mundo que há séculos anunciamos que vai acabar. Acabou?

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