Sexo, drogas e um pouco de cada um de nós

 

Em ruas incrédulas e calçadas da fama, há um deles fumando cigarro. Viciado, mal-sucedido ou safado há sempre os de porre ou procurando emprego, os que portam narcóticos à venda ou para consumo, que vestem e falam inglês, utópicos, políticos, anarquistas, nada amistosos ou sem dom aparente. Que mentem e choram, que sonham e têm colapsos, que vendem e compram imagens. Como esquecer os Industriais, parasitas temporários, sem sexo, bisexos, heterosexos, bailarinos, mulherengos, apaixonados, herbívoros, canibais de capital.  Há, de fato, os que não querem nada ou que nunca quiseram ser um deles. Há os assíduos das rádios e domingos, os obscuros, os telepáticos, os funcionários públicos. Há até os que estão em greve, bloqueados pela ineficiência de seus antigos poderes criativos. Em coma e em cana há aos montes. Mas também há os que se tornaram professores, geralmente os de 50 ou dos 60. Há os que são de agora em diante, há os besouros, as donzelas, os infláveis, os sem juízo, os na escada ou no paraíso. Há os amigos do fim, os intelectos, os cegos, os perplexos e os simpáticos com o demônio. Embora raros, há sempre os que continuam sobre as púrpuras profundas e vivem sob discussão, em fusão ou ilusão. Das novas gerações às prateleiras, das siderúrgicas às fronteiras há os que remetem o nome ao início de tudo. Seja no espaço, no banquinho, no metrô, no convento ou até mesmo os que mudaram de profissão, eles sobrevivem. Carecas, poetas, profetas, provetas eles são seres que vivem, fazem ou simplesmente ouvem rock and roll.

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